terça-feira, 25 de março de 2008

As novas capitais da moda

Muito além do tradicional circuito NY – Paris – Milão, novas metrópoles surgem (ou ressurgem) no cenário fashion mundial. Em comum, todas apresentam uma economia forte e um público afoito pelas últimas tendências. Abaixo, os melhores points da moda de Tókio e Londres.

Em Tókio, o distrito de Ginza concentra o comércio de “massa”, enquanto em Shinjuku se concentram os restaurantes, bares e boates que animam a noite da capital japonesa. Mas se você é daqueles que está sempre à procura de lugares originais, os distritos de Shibuya e Harajuku esperam por você.

Shinjuku

Ginza


*Quer saber mais sobre Tókio? Clique aqui.

Em Londres, o comércio de “massa” da moda se concentra entre Picadilly e Oxford Circus. Nesta última, você dá de cara com as melhores lojas de fast fashion do mundo: Topshop, Zara, French Connection, Gap, H&M e a nem tão fast fashion assim Urban Outfitters.Ande mais um pouco e chegue até o Marble Arch, onde você encontrará a loja mais barata do mundo: Primark. Para os que gostam da haute couture, a Bond Street, perto da Oxford Street, concentra as grandes grifes, como Vivienne Westwood, Chanel e Christian Dior. Os que querem reviver a cultura punk correm pra Camdew Town, que também abriga a Cyberdog, uma loja para os amantes da música eletrônica. A tradição espera por você em megastores como Harrods e Selfridges. Os mais originais seguem rumo a Brick lane.

A super Harrods


O burburinho da Oxford Circus


Brick lane

terça-feira, 18 de março de 2008

A moda artisticamente vestida

Na semana de moda parisiense, looks "artísticos" pipocam por todos os lados. O fotógrafo do The New York Times, Bill Cunningham, narra neste link suas impressões sobre a moda de rua parisiense. Para ele, o mais interessante é perceber como a moda é concebida "fora das passarelas". O que para aqueles de língua mais afiada é definido como um verdadeiro circo, para o fotógrafo nada mais é do que pessoas que se vestem com bom gosto, algumas de maneira até exótica. Cunningham também afirma que este "desfile" a céu aberto só ocorre na semana Ready-to-wear, porque o público circula a pé pelas ruas, ao contrário da semana de Haute Couture, em que os felizardos vão diretamente com seus motoristas para os desfiles.
A semana de moda Ready-to-wear também é um prato cheio para os franceses, que praticam o seu esporte preferido: sentar nos cafés, tomar um bom vinho e criticar, tanto para o bem, como para o mal, os modelitos dos transeuntes. Esporte pra fashionista nenhum botar defeito.





segunda-feira, 17 de março de 2008

No luxo do Grupo Corpo

Na última quinta-feira a H. Stern lançou em São Paulo uma coleção de jóias inspiradas no Grupo Corpo. Os espetáculos da companhia de dança mineira fundada em 1975 e conhecida pela sua constante reinvenção, passeiam por aquela modernidade que só reforça a sua tradição, como podemos ver em 21 e Onquotô. Mas também surpreende com coreografias e trilhas sonoras clássicas, como a do pas de deux Lecuona.
As jóias também seguem os passos do Grupo Corpo. A equipe de designers da H. Stern pesquisou minuciosamente as criações da companhia, e se inspirou tanto nas coreografias como nos figurinos e cenários. Nem as gotas de suor dos bailarinos saíram impunes, materializando-se em brincos de brilhantes na forma de cascata. As rosas do cenário de Nazareth viraram brincos, pulseiras e anéis, assim como o movimento das saias de tutu usadas pelas bailarinas inspiraram a criação de um colar. Os materiais e as cores são misturadas de forma discreta e elegante.
A coleção estará nas lojas ainda este mês. Vale a visita nem que seja só para olhar (e babar).


O colar lembra as saias de tutu das bailarinas.








As rosas foram inspiradas em Nazareth (abaixo), e a referência da foto é o espetáculo O Corpo




O Corpo

Lecuona e Sete ou oito peças para um balé são a fonte de inspiração




Sete ou oito peças para um balé



O surpreendente Lecuona

quarta-feira, 12 de março de 2008

As malas Darjeeling

O filme Viagem a Darjeeling, além de um elenco de peso, com Owen Wilson, Adrien Brody e Jason Schwartzman, do super diretor Wes Anderson e de participações mais que especiais de Bill Murray e Natalie Portman conta também com as malas mais bonitas que eu já vi. Criadas especialmente para a Louis Vuitton pelo estilista Marc Jacobs, são todas inspiradas na cultura indiana. Isso sim é um luxo!


terça-feira, 11 de março de 2008

Elas também gostam de moda

No Irã, onde as mulheres são obrigadas a usar um véu cobrindo a cabeça, assim como o hijab, (um vestido longo e largo) o governo criou uma semana de moda para incentivar o uso de hijabs. Aparentemente, as iranianas estariam criando certas variações da roupa incompatíveis com o modelo tradicional. A influência da moda ocidental é tão grande, que a polícia iraniana também entrou no jogo, e está fazendo batidas policiais contra o uso de botas sobre calças(!!!!) e chapéus no lugar de véus.
Quer saber mais sobre o Irã através do ponto de vista feminino? Acesse o blog de Jadi, uma iraniana de 27 anos que está infiltrada em seu próprio país. Só clicar aqui.

Irã Fashion Show

Sobreposições do hijab (nova tendência, certo?)

O hijab mais fashion

Caça às botas



quinta-feira, 6 de março de 2008

Outono-Inverno Patachou

O catálogo coleção Outono-Inverno 2008 da Patachou tem Shilrey Mallmann fotografada por Jacques Dequeker e foi toda inspirada nas obras de René Lalique. Um luxo. Chega logo Inverno!!!!




quarta-feira, 5 de março de 2008

Celebridades, parem de malhar!!!!

Matéria no site do jornal inglês The Daily Mail anuncia o novo vício das celebridades: malhação. O look das "gym-addicted" inclui músculos dos braços definidos e veias inchadas. Para atingi-lo, no entanto, são necessárias horas de malhação, e alguma "vitamina" a mais, cá entre nós.



Madonna, mais uma vez lançando tendência



Sarah Jessica Parker, (nova ginasta olímpica?)


A celebridade inglesa Lara Palmer




Renee Zellweger, menos mal

terça-feira, 4 de março de 2008

Pelas curvas e jardins de Burle Marx

Paisagista, pintor, tapeceiro, ceramista, escultor, cantor e criador de jóias, Burle Marx com certeza seria um ótimo estilista. Mestre das formas e criador de jardins feéricos, dignos de qualquer palácio real, o fato é que este multi-profissional é atualmente uma das maiores fontes de inspiração dos estilistas brasileiros. (Vide Osklen, Lenny, TNG e até Ivete Sangalo).
Nascido em São Paulo, no dia 4 de agosto de 1909, filho de Cecília Burle e do alemão Wilhem Marx (cujo avô era primo de ninguém menos do que Karl Marx), Roberto Burle Marx mudou aos quatro anos de idade com a família para o Rio de Janeiro. Seu pai era responsável por uma empresa de exportação e importação de couros, que logo prosperou, resultando na compra de uma bela casa no Leme, onde Burle Marx começaria a cultivar as suas próprias plantas. Aos 21 anos, depois de um período de dois anos na Alemanha, Burle Marx entra na Escola Nacional de Belas Artes, onde convive com o que seria a nova geração da arquitetura moderna brasileira: Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Hélio Uchôa. A partir daí seria conhecido principalmente pela criação de seus jardins e pela famosa calçada de Copacabana. Morreu em São Paulo, no dia 4 de junho de 1994.
Atualmente, a estilista carioca Lenny baseou toda a sua coleção de Verão de 2007 nas obras de Burle Marx, assim como Osklen e TNG (essa foi uma das pioneiras, se inspirou no paisagista na coleção de verão de 2002 e clicou seu catálogo no Parque de Guaratiba, todo criado por Burle Marx). A loja de utensílios para casa Roberto Simões também acaba de lançar uma linha em parceria com a Porcelana Vista Alegre, toda inspirada na calçada de Copacabana. Até Ivete Sangalo aderiu e está vestindo modelito Burle Marx em seus shows.

Lenny, Verão 2007


Osklen, Verão 2007

TNG, no Verão de 2002

Coleção Rio de Janeiro da Roberto Simões

Ivete Sangalo nas curvas de Burle Marx

*Quem é fã de Burle Marx é obrigado a conhecer o Centro de Arte Contemporânea de Inhotim, um museu a céu aberto entre os jardins do paisagista pertinho de BH. Mais informações aqui.

domingo, 2 de março de 2008

Fashionistas, graças a Deus! no blog da SPFW

O Fashionistas, graças a Deus! está concorrendo a melhor post da semana no blog da SPFW. Três matérias que relacionam moda e rock'n roll estão concorrendo: Led Zeppellin Style, God save the punk! e Queen + Punk: We will rock you. Dá uma forcinha aí e vota também!!!! (A votação vai até o fim deste domingo!)
Led Zeppelin Style: Vote!!!!
God save the punk!: Vote!!!
Queen +Punk: We will rock you: Vote!!!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

A Gravata


“Alguns envolvem o pescoço em grandes pedaços de musselina, outros tapam-no com almofadas pespontadas, sobre as quais, ainda por cima, aplicam alguns lenços de bolso”. Essa afirmação do escritor francês Honoré Balzac retrata bem o seu estranhamento em relação ao surgimento da gravata em meados do século XVII.
A gravata surgiu em decorrência da Guerra dos Trinta Anos, entre o Sagrado Império Romano-Germânico e a Aristocracia Boêmia Protestante, representada pelos franceses e suecos. A guerra entre católicos e protestantes foi responsável pela devastação da Europa entre os anos de 1618 e 1648. No exército francês, um grupo de mercenários croatas ficou conhecido pela vestimenta que usavam no pescoço, semelhante a um lenço com pontas em V. Os franceses logo aderiram a nova tendência “lançada” pelos guerreiros croatas. E sua aristocracia, ao final da guerra, também começou a usar os tais lenços no pescoço, com o intuito de conquistar a simpatia do povo francês. O rei inglês Carlos II, voltando do seu exílio na França, levou a nova moda para a Inglaterra. Daí para o uso da gravata se espalhar pelo resto do mundo foi um pulo.
No século XIX a gravata se populariza e surgem suas novas variações, como a gravata borboleta. Já no século XX, as mulheres também aderem à vestimenta, como forma de mostrar sua emancipação. Marlene Dietrich que o diga. E viva a gravata!

O início...


O meio....


O fim?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

And the Oscar goes to...

A primeira cerimônia do Oscar aconteceu em 1929, mas seu status de evento grandioso e glamouroso por qual é conhecido atualmente só tomou forma no final da década de 40. E com a cerimônia de entrega dos prêmios (antes, os prêmios eram entregues durante um jantar) surgiu juntamente com o tapete vermelho e as estrelas de Hollywood os seus maravilhosos trajes de gala. A maior colecionadora de Oscar e modelitos de cair o queixo com certeza é Audrey Hepburn, cinco vezes indicada, uma vez vencedora, por A Princesa e o Plebeu. Mas Grace Kelly, Julie Andrews e as atuais Nicole Kidman e Gwyneth Paltrow também fizeram bonito. Abaixo você confere a história dos modelitos de algumas das vencedoras do prêmio de melhor atriz de 1963 até 2007.

Audrey Hepburn, de Givenchy, em 1953, vencedora do prêmio com A Princesa e o Plebeu


Grace Kelly com Marlon Brando, em 1954, com o Oscar por Amar é Sofrer


Audrey Hepburn com a vencedora Julie Andrews, em 1964, atriz de Mary Poppins


Cher veste Bob Mackie, em 1987, depois de ganhar o prêmio pela atuação em O Feitiço da Lua



Gwyneth Paltrow, de Ralph Lauren, em 1998, vencedora por Shakespeare Apaixonado

Nicole Kidman, em 2002, recebe o Oscar pelo filme As Horas vestindo Jean Paul Gautier


Marion Cotillard, de Jean Paul Gautier, prestes a receber o Oscar de melhor atriz por Piaf