quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A nova Kate Moss?

Inglesa, estilosa, um pouco excêntrica, Agyness Deyn é considerada a nova Kate Moss para os britânicos. Embora não seja tão polêmica, Agyness chama atenção por seu cabelo curto, traços delicados, jeito andrógino e muita originalidade para se vestir. A top é a preferida de Henry Holland, estilista responsável pelas t-shirts do momento e estrela principal da Burberry. Adora chapéus, está sempre a procura de "novas" peças em brechós e não despensa um acessório punk ao se vestir. Abaixo você confere o ensaio especial feito para a Vogue Britânica, no melhor estilo Agyness Deyn. As fotos são de David Bailey.



terça-feira, 22 de janeiro de 2008

A Moda nos Contos de Fadas

Conto de Fadas que se preze tem que ter um belo vestido. Não somente um belo vestido, mas toda uma estória em torno dele, que o torne também um dos personagens mais importantes. Bela Adormecida e Cinderela que o digam. Em ambas as estórias o vestido é motivo de alegria e tristeza, e principalmente, conseqüência de muita mágica.
Na estória da Cinderela todo mundo lembra do sapatinho de cristal, mas o que eu mais gosto mesmo são dos ratinhos reformando o vestido que um dia foi da mãe dela. Uma verdadeira aula de como transformar o velho em novo. Pena que ele é destruído pelas irmãs invejosas. Mas nada que uma fada madrinha não resolva. Ainda bem, porque assim Cinderela ganha um vestido muito mais bonito, além de um sapato que não faz feio nem diante de um Jimmy Choo. Pra princesa nenhuma botar defeito.

Os ratinhos com a mão na massa

Fada madrinha tentando resolver a situação

Final feliz!!!

No caso da Bela Adormecida, que possuía três fadas madrinhas (!!!), o problema é a falta de prática na confecção do vestido, mas nada que não possa ser consertado com uma varinha mágica. A cena em que elas tentam fazer o vestido sem mágica é a melhor de todos os tempos, serve de aula pra qualquer aspirante a estilista. (Quem nunca tentou imitar em casa que atire a primeira pedra). Mas o clássico mesmo é o dilema “rosa ou azul?”, em que as duas fadinhas brigam por suas cores preferidas de vestido.


Aurora em seu modelito sportwear da época


Fadas madrinhas e o presente de 16 anos

Mais um final feliz!!!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Tem que ser Ronaldo Fraga

Ronaldo Fraga mais uma vez emocionou e foi responsável por uma das coleções mais originais da SPFW. Explorando o tema "Loja de Tecidos", o estilista voltou às raízes do seu trabalho, relembrando o início da carreira, que aconteceu justamente em uma loja de tecidos do Centro de Belo Horizonte, onde recém-formado no curso de Design de Moda do Senac, desenhava vestidos para clientes. A cartela de cores começa no preto, e o colorido típico de Ronaldo se dá através dos acessórios, como a meia-calça e os sapatos. À medida que o desfile se desenvolve as cores tomam conta da passarela, e o vermelho domina, para depois dar lugar aos tons neutros, como o bege e suas variações. Os tecidos continuam sendo o jeans e o algodão. Para as roupas mais sofisticadas, seda.

É, não basta ser fashion, tem que ser original.







*Quem quiser saber mais sobre a coleção, só clicar nesta entrevista exclusiva de Ronaldo Fraga para o jornal O Tempo.

**Fotos do Chic

domingo, 20 de janeiro de 2008

Tem que ter Raia de Goeye

A dupla Fernanda de Goeye e Paula Raia mostrou no seu desfile da SPFW que dá pra ser moderno e eterno, como diria o poeta Carlos Drummond. As roupas de formas contemporâneas e recortes estratégicos tem um quê a la Balenciaga, mas conservam a personalidade das estilistas. Amei. E ponto.







*Fotos do Chic.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Must-Have Inverno 2008

Tudo bem que a SPFW ainda não acabou, mas já dá pra fazer uma listinha de peças imprescindíveis para o Inverno 2008.

Cachecol Triton

Chapéu Huis Clos

Vestido chemisier Gisele Nasser

Vestido Alexandre Herchcovitch

Bota Reinaldo Lourenço


Casaco Isabela Capeto


Jeans cintura alta Zoomp

Meia-calça listrada Osklen

Vestido Forum Tufi Duek

*Fotos do Chic

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Tereza Santos na SPFW

A estilista mineira apostou no que os ingleses e americanos chamam de boho look, mas conhecido por nós como hippie chic. Na coleção, muito couro, camurça, e claro, sua marca registrada: o tricô. Os tons neutros, em suas variações de bege compunham o look, ora neutro total, ora misturado com o preto. As bolsas extra-large compõe um look meio rústico e artesanal. Os babados são acompanhados por uma cintura marcada com cinto e por que não variar um pouco, vestindo coletes com modelagem bem despojada. Gostei muito.






*Fotos do Chic.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Ronaldo Fraga em Londres

O estilista Ronaldo Fraga é o único brasileiro a participar da mostra Design of the year, no Design Museum, em Londres. A partir do dia 13 de fevereiro pessoas do mundo inteiro poderão apreciar peças de duas coleções do estilista: A China de Ronaldo Fraga e Nara Leão Ilustrada por Ronaldo Fraga. Segundo o site Chic, a exposição tem como critério de seleção o uso da arquitetura e do design na moda. No Brasil, ficamos na expectativa do desfile Outono-Inverno de Ronaldo na SPFW, que acontece na próxima segunda-feira e tem como tema "Loja de Tecidos".

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Mineiros no Fashion Rio

Juliana Jabour
O ateliê da estilista é em São Paulo, mas nem por isso ela deixa de ser mineira. Além dos babados e do balonê, o que eu mais gosto nas coleções da Juliana é que suas roupas são fluidas, priorizando o conforto, mas sem ignorar a sensualidade. Afinal, aquela velha história de “quanto mais curto e apertado mais sexy”, já era. Abaixo um dos meus looks preferidos do desfile:o maxi tricot sobre o vestido de estampa ma-ra-vi-lho-sa!


Coven
A grife mineira conseguiu juntar dois opostos, o tricô e o punk, e criou uma coleção usável, longe do caricato que imaginamos quando os dois temas se juntam. As estampas foram o melhor da coleção, e esse vestidinho de tricô abaixo é tudo de bom para o inverno brasileiro. Se fizer muito frio, basta jogar um trench-coat por cima.



Graça Ottoni
A estilista é famosa pelo uso dos diversos tipos de cetim. Esta coleção na minha opinião não é das melhores, mas mesmo assim o vestido de cetim e tule abaixo arrasou!


DTA
A antiga Disritmia se inspirou na dança para criar os looks da coleção de Inverno 2008. E as modelos realmente pareciam bailarinas no seu caminho de volta pra casa depois de um dia exaustivo de trabalho. As cores variavam dos tons neutros até os mais coloridos, uma mistura que levanta qualquer produção. Eu gostei das sobreposições abaixo, só não sei se vai ter frio suficiente para usá-las.



Vitor Dzenk
O estilista é famoso por suas estampas, e nessa coleção inspirada no Copacabana Palace, este longo com jaqueta de couro é tudo.
* Fotos do Chic.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Cintura alta para todas

O Verão mal começou e já é hora de pensar nas tendências para o Outono-inverno (coisas do mundo efêmero da moda). E uma peça que aos poucos retoma seu lugar e tem tudo para ocupar o pódio da super-ultra-mega tendência deste Inverno é a calça de cintura alta. Nós brasileiras temos até um certo medo dela, pois segundo alguns experts, mulheres de baixa estatura ou com o quadril mais avantajado estariam proibidas de usá-la. Mas se fosse assim, a moda não seria tão democrática como é hoje, e só mulheres magras e com mais de 1,80 metro poderiam ser trendy.

Na Vogue britânica de janeiro quatro stylists dão dicas de como usar a calça de cintura alta. Para as mais baixinhas, a consultora de moda Amanda Ross sugere um modelo mais afunilado nas pernas. As mulheres de quadril mais largo devem optar por um corte mais reto. Junte a peça com um salto alto e ganhe de brinde pernas mais longas. Os seios também ganham destaque com a cintura alta, para sorte das siliconadas.

A grande vantagem mesmo desta tendência é a facilidade com que ela dá um up-grade ao look, tornando-o sofisticado e contemporâneo em um piscar de olhos. Se jogue na cintura alta e boa sorte!!!


quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

A moda por Clarice Lispector


Segundo Clarice, “definir é sempre difícil, perigoso e, algumas vezes, pedante”. Por isso, preferia pensar mais na finalidade da moda do que em seu conceito. Não que ela fosse uma preocupação constante em sua vida, mas como falar do mundo feminino sem falar de moda? Como construir personagens tão ricas sem pensar nas suas influências culturais, no seu comportamento, no seu modo de vestir? Para conhecer o lado “frívolo” de Clarice, (se é que é possível alguém como ela ter qualquer vestígio de frivolidade), um dos caminhos é se deliciar com o livro Correio Feminino, da editora Rocco, em que uma série de pequenos textos escritos sob pseudônimos durante a década de 60 para páginas femininas de jornais como Comício, Correio da Manhã e Diário da Noite foram reunidos. Neles Clarice dá dicas de como ser uma mulher moderna, como cuidar da casa e até como arranjar um marido! No que se refere à moda, a escritora insiste em qualidades como a discrição (“Não saber parar de se enfeitar é como não saber parar de comer. Só que, na elegância, a indigestão é dos olhos”), feminilidade (“Até hoje não conheci um só homem que não confessasse preferir a feminilidade a todas as demais virtudes da mulher”) conforto (“Quem pode sorrir espontaneamente quando a cinta está tão apertada que quase tira o fôlego?”) e principalmente, inteligência.

"Andem na moda, claro! Adotem penteados, pinturas, adereços modernos! Mas modernizem, antes de qualquer coisa, a sua mentalidade!"

sábado, 29 de dezembro de 2007

Que venha 2008!!!!!

"Mude.

Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade. Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros, Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor. A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações. Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado, outra marca de sabonete, outro creme dental... tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes. Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias. Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. Arrume um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!"
Edson Marques

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Fashion Quiz 2007

Para testar seus conhecimentos sobre o que aconteceu na moda mineira e no resto do mundo durante o ano de 2007, acesse a coluna da jornalista mineira do jornal O Tempo, Natália D'ornellas, que elaborou um quiz muito legal. Mesmo se você não estiver por dentro da moda made in Minas, vale a visita. Boa sorte e divirta-se!!!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Moda ilustrada na prateleira

Ler, ler e ler. Quem gosta de moda tem que ler, e muito. Estar atualizado e bem informado é mais do que obrigação. Para sair do eixo revistas e blogs de moda, abaixo seguem duas dicas de biografias ilustradas:

A ERA CHANEL, de Edmonde Charles-Roux

Novo lançamento da editora Cosac Naify, o livro conta a história da estilista Coco Chanel, desde sua infância pobre em um orfanato até o fim de sua vida na boutique da Rue Cambon, em Paris. Mais do que sua história, o autor também levanta polêmica ao sugerir que Chanel tenha dado apoio aos nazistas durante a Segunda Guerra, sendo este o motivo pelo qual foi exilada da França em 1944, só voltando dez anos depois, em 1954. Mas o melhor mesmo do livro são as fotos e a seleção de pequenas frases ditas por Chanel.


THE AUDREY HEPBURN TREASURES, de Ellen Erwin e Jessica Z. Diamond

O livro, em versões em inglês e italiano, é de dar inveja a qualquer designer gráfico. Além das belas fotos, você encontra dentro de pequenas folhas de seda a reprodução de cartas, documentos, negativos de fotos (!!!), recortes de jornais e contratos relacionados à carreira e a vida pessoal da atriz famosa por Breakfast at Tiffany's. A biografia faz todo um aparado da vida de Audrey, da infância até a luta contra a miséria e pela defesa dos animais.



*Os dois livros você encontra no site da Livraria Cultura.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Factory Girl


Musa do artista plástico Andy Warhol, Edie Sedgwick era o que toda Paris Hilton gostaria de ser. Bonita, com um estilo inigualável e muito polêmica para a época, Sedgwick tornou-se uma superstar ao cair nas mãos de Warhol.

Nascida em Santa Bárbara, na Califórnia, em 20 de abril de 1943, Edie Sedgwick veio de uma tradicional família americana, tendo entre os seus antepassados Willian Ellery, um dos responsáveis pela assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos e Robert Bowne Minturn, criador do Central Park, em Nova Iorque. Seu pai, Francis Minturn Sedgwick, era fazendeiro e dono de poços de petróleo. Com uma relação familiar tumultuada, Edie perdeu dois dos sete irmãos, que cometeram suicídio: um se enforcou em uma instituição psiquiátrica e outro se jogou de moto em frente a um ônibus nas ruas de Nova Iorque.

Em 1965 Edie Sedgwick abandona o curso de artes na Universidade de Cambridge e volta para NY, onde conhece Andy Warhol em uma festa. Depois disso, começa a freqüentar regularmente The Factory, estúdio de Warhol situado na Midtown Manhattan, freqüentado por personalidades como Truman Capote, Ultra Violet, Mick Jagger, Gerard Malanga, a banda Velvet Underground e muitas outras.

Andy Warhol além de artista plástico, também fazia filmes underground. Após uma pequena participação de Edie em dois de seus filmes, o artista decide dar a ela um papel principal. Surgia Poor Little Rich Girl (Pobre Menina Rica), em que Sedgwick era filmada em seu apartamento, fazendo pequenas atividades do seu dia-a-dia com trilha sonora de fundo de Everly Brothers. Embora os filmes de Warhol não fossem um sucesso comercial, Edie Sedgwick conquistou a mídia com seu incrível estilo, que incluía enormes brincos chandelier, muitas estampas de onça e mini-vestidos. Também fez sucesso ao cortar os cabelos curtos e pintá-los de louro, semelhante às perucas que Andy Warhol usava.

A relação de Edie e Warhol sofre um desgaste quando a socialite conhece Bob Dylan e se apaixona por ele. O músico é suspeito de ser um dos responsáveis por causar intrigas entre os dois amigos. Dylan não gostava do fato de Sedgwick nunca ter sido paga pelos seus trabalhos para o artista pop.

Após gastar toda a sua herança em apenas seis meses (!!!) Edie tem sua fonte de renda cortada pela família e então sua decadência começa. Viciada em drogas, principalmente em heroína, rompe definitivamente com Andy Warhol, que a substitui por Nico, da banda The Velvet Underground. Seu último filme é Ciao Manhattan, de John Palmer e David Weisman, em que conta sua experiência na Factory.

Em 1969 Sedgwick é internada em um hospital psiquiátrico devido ao excessivo uso de drogas. Depois de idas e vindas, casa-se em julho de 1971 com Michael Post, também ex-interno da clínica. No dia 16 de novembro Edie Sedgwick morre depois de ingerir uma dose exagerada de remédios. Tinha apenas 28 anos.


*Quem quiser saber mais sobre Edie Sedgwick é só assistir Uma Garota Irresistível, já disponível nas locadoras. Com Sienna Miller no papel de Edie e Guy Pearce como Andy Warhol.